As reações adversas surgidas após a ingestão de alimentos decorrem de:
Infecção: causados por bactérias, vírus, parasitos e toxinas. É o problema mais comum.
Intolerância: causada pela incapacidade para digerir alguns alimentos. O melhor exemplo é deficiência do fermento ou enzima intestinal (lactase) que digere a lactose, açúcar do leite. Outro exemplo é a doença celíaca em que o indivíduo não consegue conviver com o glúten do trigo e de outros alimentos.
Ação farmacológica: ocorre após a ingestão de alimentos e/ou de alguns aditivos alimentares que induzem reações anormais. Um exemplo é o agravamento dos sintomas do refluxo gastroesofágico após a ingestão de chás, café e bebidas gasosas. Outro é a ocorrência de azia, dor de cabeça, sudorese, inchaço e pressão craniofacial produzidos pelo glutamato monossódico existente em comida oriental.
Alergia: acontece nos indivíduos geneticamente predispostos para manifestar reações alérgicas digestivas, respiratórias e cutâneas.
Vamos discutir a alergia e a intolerância aos alimentos. Não discutiremos as outras reações.
25.1Alergia aos alimentos
O que é alergia alimentar?
A maior parte das pessoas consome os alimentos sem problemas. Mas algumas apresentam uma reação atípica do sistema imunológico quando em contato com um alimento que é bem aceito pela maioria. A maior parte de nós ingere a proteína do leite de vaca e nada sente, mas alguns têm reação alérgica que pode ser até grave. Podem surgir diversas manifestações como diarreia, cólica, vômito, tosse, coriza, cansaço, prurido, urticária e até um choque anafilático. É importante ressaltar que a alergia alimentar não se manifesta com sintomas respiratórios isolados. Então, não é correto pensar em alergia alimentar em crianças que apresentam repetidos quadros respiratórios. A alergia começa a ser montada nos primeiros contatos com o alimento e é específica. Assim, reação contra o amendoim não funciona contra o leite de vaca e vice-versa. A alergia aos alimentos tem a mesma explicação da asma, rinite alérgica, eczema e alergia aos medicamentos.
Qual a frequência do problema?
Estima-se que cerca de 8% das crianças sofram de alergia alimentar. Fica evidente que algumas crianças alérgicas, com o passar dos anos, tolerarão o alimento antes considerado ofensivo. A alergia do lactente tende a ser transitória principalmente quando o agente causador é o leite de vaca. Os novos métodos diagnósticos e o aumento das alergias explicam a maior frequência atual do problema. O consumo de alimentos industrializados com corantes, conservantes, espessantes e outros produtos também devem explicar o aumento das alergias.
Quais os alimentos mais implicados?
Cerca de 90% dessas alergias são provocadas por: proteínas do leite de vaca, ovo, amendoim e seu óleo, trigo, soja, peixe, frutos do mar (camarão, caranguejo, lagosta), sementes (gergelim), frutas (banana, tomate, melão, morango, abacaxi e outras frutas) além das castanhas e das nozes. Porém, todos os alimentos podem provocar alergia.
Na criança, qual o mais frequentemente implicado?
É o leite de vaca que contém múltiplas proteínas. O problema aparece principalmente quando o leite de vaca é introduzido antes dos 6 meses de idade devido a imaturidade do sistema imunológico. A frequência da alergia ao leite de vaca varia de 0,3 a 7,5 %. A tendência é que alergia alimentar se resolva ao longo dos anos, principalmente quando se trata de leite de vaca e de ovo. Do total de crianças alérgicas a leite de vaca, 50% ao fim do primeiro ano, 75% ao fim do segundo e 90% ao fim do terceiro não terão o problema. No entanto, a alergia causada por um tipo de anticorpo (IgE), com sintomas imediatos após contato com leite de vaca e principalmente amendoim e crustáceos, pode durar por toda a vida.
O leite que a mãe ingere quando está amamentando pode causar alergia no seu bebê?
Isso pode ocorrer. Uma pequeníssima parte da proteína do leite de vaca que a mãe ingere é absorvida pelo intestino e chega intacta até o leite do peito. A criança predisposta a apresentar alergia ao leite de vaca, ao ingerir o leite da sua mãe, com essa pequeníssima quantidade de proteína, pode desenvolver alergia e sinais e sintomas de doença, como choro excessivo, irritabilidade, vômitos e/ou regurgitações, distensão abdominal, diarreia e sangue nas fezes.
Quem tem alergia a um alimento pode ter a outros?
Algumas crianças podem ter alergia a múltiplos alimentos (proteínas), mas não é o mais comum. Isso ocorre com frequência. A mesma criança pode ter alergia a camarão e lagosta, que são parentes. Existe maior possibilidade de uma pessoa ser alérgica a vários tipos de nozes e castanhas, todos relacionados. Cerca de 50% das crianças que têm alergia às proteínas do leite de vaca também apresentam problema com ovo, soja, amendoim, peixe, trigo e outros produtos. De 50 a 80% deles, apresentam alergia ao pólen, epitélio de cão e gato, mofo e ácaros.
E o problema da alergia ao chocolate?
Não é comum a alergia causada pelo cacau, o componente básico do chocolate. A explicação para essa má fama do chocolate é que ele frequentemente contém, além do cacau, outros componentes como leite, ovo, castanha e amendoim, que são causas importantes de alergia alimentar. E um ou mais desses outros componentes do chocolate é que podem produzir o problema.
E os aditivos alimentares?
Eles foram incriminados excessivamente no passado. Hoje, não há comprovação científica que sejam causa comum de alergia. Algumas pessoas, especialmente as que não toleram AAS/ dipirona, podem apresentar alergia a esses produtos. A internet relaciona várias categorias de aditivos alimentares: conservantes (antioxidantes e antimicrobianos), corantes, aromatizantes, estabilizantes, espessantes, acidulantes, edulcorantes, umectantes, antiumectantes, espumíferos e antiespumíferos. Cada categoria é composta por vários aditivos químicos. São dezenas de substâncias. Estão presentes em vários alimentos. Os aditivos que mais comumente causam reação adversa são: aspartame, benzoatos, certos corantes amarelos (tartrazina) e vermelhos, glutamato monossódico, nitratos e nitritos, parabenzeno, sulfitos, BHA e BHT. A maior parte das reações é do tipo intolerância (cefaleia, enxaqueca, irritabilidade, insônia). Raramente causam reação alérgica com rinite, asma, urticária e o aditivo mais implicado é o corante amarelo tartrazina, muito comum em balas e biscoitos consumidos pela criançada.
Quais os sintomas das reações alérgicas aos alimentos?
Os sintomas variam de leves a graves. Podem aparecer em apenas um órgão ou em dois ou mais ao mesmo tempo. Também podem não chamar a atenção do paciente e/ou dos familiares. Algumas vezes, são alterações graves, que aparecem de forma súbita, aguda, e que colocam em risco a vida. As principais alterações possíveis são:
Gastrointestinais: náuseas, vômitos, cólicas, gases, diarreia, constipação, perda de sangue nas fezes.
Respiratórias: coriza, espirros e obstrução nasal, rouquidão, tosse, chiado (asma), que surgem associados a outros sintomas nas alergias alimentares das reações sistêmicas (anafilaxia).
Dermatológicas: eczema, dermatite, urticária, prurido, descamação (caspa), coceira e vermelhidão ao redor do ânus, inchaço nos lábios e nas pálpebras.
Outras: irritabilidade, insônia, tonturas, cansaço; lacrimejamento, coceira e outros dados de conjuntivite; perda de peso, sudorese, baixo rendimento escolar, depressão e até choque anafilático.
Como é feito o diagnóstico de alergia a um alimento?
A história contada pelo familiar ou pelo cliente e o exame médico dão importantes pistas. Há exames de laboratório e testes cutâneos para ajudar em alguns tipos de alergia alimentar. Algumas vezes, há necessidade de anotar detalhadamente os alimentos ingeridos e os sintomas apresentados para o diagnóstico. A suspensão do alimento que causa o problema e a desaparição dos sintomas e a posterior reintrodução com reaparecimento dos sintomas, fecha o diagnóstico. A suspensão de um alimento consumido esporadicamente é fácil. O camarão é um bom exemplo. A suspensão de um alimento tomado diariamente e que está presente em dezenas de produtos é um problema especial. A suspensão do leite de vaca é o melhor exemplo. Existem pessoas que não acreditam na orientação do médico e acham que a oferta de um “brigadeiro” não faz mal. A eles não foi informado que isso pode provocar reações muito graves. Por isso, é importante orientar a todas as pessoas que convivem com criança sobre quais alimentos podem conter a proteína que deve ser evitada e como reconhecer e tratar uma reação.
Qual o papel dos especialistas?
Vários especialistas trabalham junto com o pediatra na definição do problema e no planejamento terapêutico. O gastroenterologista e o alergista/imunologista são os principais para o diagnóstico e acompanhamento. Os nutricionistas têm papel essencial principalmente nas crianças que precisam excluir vários alimentos e proteínas.
Como é feito o tratamento?
Quando o fator que causa a alergia é descoberto, o tratamento é afastar o alimento causador. Como já citado, para alguns alimentos, como o camarão, é tarefa simples. Para outros, sobretudo para o leite de vaca, é tarefa extremamente difícil que precisa ser bem planejada pelo pediatra, familiares, nutrólogo e gastroenterologista. O leite de vaca entra na composição de uma grande variedade de alimentos que as crianças consomem. Um dos segredos é fazer com que todos, até aquela avó extremamente agradável, acreditem no diagnóstico e não transgridam a prescrição. Atualmente existem novas propostas de tratamento, como a dessensibilização, porém para apenas alguns tipos de alergia e para alguns alimentos e que devem ser orientados por um especialista.
E como convencer os adultos?
Todos que convivem com a criança devem saber, que a alergia implica um risco de reação grave se a criança for exposta ao alimento em causa. Também é importante orientar que pode ocorrer contaminação cruzadas de alguns alimentos e que alguns alimentos têm a proteína causadora da alergia (purê contém leite de vaca, mousse contém clara de ovo, por exemplo). Colocar avisos pela casa, fazer uma pulseira ou medalha com a informação ajudam.
Existe indicação para o tratamento com remédios?
Os medicamentos são receitados para alguns pacientes. É tema para o especialista. Normalmente o principal tratamento é a exclusão do alimento implicado.
Quando tentar introduzir o alimento que causou alergia?
A introdução de qualquer alimento que causou quadro alérgico numa criança é assunto extremamente importante. Isso deve ser bem planejado pelo médico assistente. Como dito anteriormente, 50% das crianças diagnosticadas como portadoras de alergia ao leite de vaca passam a tolerar o alimento ao fim do primeiro ano de idade. Então, provavelmente, se a criança está indo muito bem, sem tomar leite de vaca e seus derivados e está sem alterações atribuíveis à alergia ao alimento, logo após completar um ano de idade, pode ser feito o teste. Com os outros alimentos, é possível que o mesmo aconteça. Depois de muitos meses sem o produto causador do quadro alérgico, numa criança que passou esse período muito bem, é possível testar a aceitação. Os testes devem ser orientados pelo especialista e nos casos das alergias IgE mediadas devem ser realizados no consultório ou no hospital.
Como é o teste para ver se a alergia desapareceu?
O teste deve ser feito de forma planejada, com cuidado, com gente qualificada observando a criança. O pediatra, o gastroenterologista e o imunologista/alergista são os profissionais que devem planejar o teste. E a mãe instruída pelos profissionais, sobretudo sobre as possíveis reações alérgicas, é a melhor pessoa para executar o que foi pensado. Em certas ocasiões, face ao risco de graves alterações após a introdução do alimento, o teste é feito no hospital.
Como evitar a alergia alimentar?
O primeiro e o mais importante cuidado é a amamentação exclusiva por seis meses. A introdução dos alimentos diferentes do leite materno deve começar pelos menos indutores de alergia, como está bem descrito no capítulo sobre alimentação. Também devem ser evitados os alimentos em conservas que sempre aumentam a possibilidade de reação alérgica.
O risco do meu filho ter alergia diminui se eu excluir algum alimento durante a gravidez e a amamentação?
Não. É importante que a grávida e mãe que amamenta tenha uma alimentação variada e saudável, pobre em alimentos industrializados. Excluir um alimento da dieta da mãe não reduz o risco de alergia alimentar na criança.
Devo evitar certos alimentos no primeiro ano de vida para prevenir alergias?
Esse e outros assuntos relacionados à alimentação da criança são debatidos nos capítulos 18, 25 e 42.
Existem novidades sobre o tema?
Em 2000, a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomendou que as mães de famílias com história de alergia deveriam evitar leite de vaca, ovos, peixe, amendoim e nozes durante a amamentação para evitar alergias a esses alimentos nas crianças. Muitos pediatras pelo mundo afora passaram essas recomendações para a comunidade. Em janeiro de 2008, a mesma AAP questionou essas recomendações. Nesse último parecer, ela concluiu que o único conhecimento seguro é o valor do leite humano para prevenir as alergias nas crianças. As revisões da literatura no ano corrente, 2023, concluem que a recomendação de retardar para depois de 1 ano de idade a introdução de alimentos potencialmente mais alergênicos não deve ser seguida. Os estudos mostram que tanto a introdução precoce, a partir dos 4 meses de idade para crianças não amamentadas, como a tardia, após 1 ano de idade, não modificam o risco de alergia alimentar nessas crianças. A recomendação atual é introduzir todos os alimentos seguros (cozidos, sem risco de contaminação) o mais precoce possível (aos 6 meses). Alguns estudos observaram que a introdução precoce de amendoim (aos 4 meses) preveniram o aparecimento de alergia ao citado alimento.
O que mais recomendou a Academia?
A Academia ainda observa que:
- A amamentação exclusiva por quatro meses reduz o risco de erupção cutânea alérgica ao leite de vaca, também evita as bronquites com chiado nos bebês, mas não é seguro que evite a asma.
- Não existem dados para aceitar o emprego de alimentos hipoalergênicos (há leites com esse rótulo) como úteis para evitar as alergias em crianças susceptíveis que não usam exclusivamente o leite humano.
- Não há dados suficientes para recomendar o leite de soja para evitar as alergias. Não existem evidências suficientes para postergar a introdução de alimentos como ovos, peixe ou manteiga de amendoim para reduzir a frequência das alergias nas crianças. Recomenda que apenas em situações muito especiais há necessidade de restringir o uso de alguns alimentos. Inclusive a orientação é que todos esses alimentos devem ser introduzidos no primeiro ano de vida.
Quais são os conselhos finais?
Lá vão mais dois:
- Procurem fazer com que seus filhos e familiares tenham um cardápio com o máximo de produtos naturais e com o mínimo de produtos artificiais, em conservas.
- Estejam preocupados com a alergia aos alimentos, medicamentos, produtos para uso na pele com finalidade terapêutica ou cosmética e as substâncias inaladas como os ácaros, fungos, pólens, epitélio de cão e gato e outros.
Como sempre temos feito, avisamos que os textos não pretendem que os familiares tomem decisões baseadas no que está escrito. A consulta médica individualizada continua a ser o aspecto mais importante para decidir o que fazer para cada pessoa enferma.
25.2Intolerância aos alimentos: intolerância à lactose e intolerância ao glúten
Por fim, apresentamos duas súmulas técnicas do Ministério da Saúde, publicadas na Biblioteca Virtual em Saúde, que explicam de forma simples e direta o que hoje se entende por intolerância à lactose e intolerância ao glúten, ajudando a esclarecer esses conceitos, bem como os sintomas, diagnóstico e tratamento na prática em saúde.
Intolerância à lactose
Intolerância à lactose é a incapacidade de digerir a lactose (açúcar do leite). O problema é resultado da deficiência ou ausência de uma enzima intestinal chamada lactase. Essa enzima possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples, para a sua melhor absorção.
É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose. A alergia é uma reação imunológica adversa às proteínas do leite, que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja, de leite ou derivados. A mais comum é a alergia ao leite de vaca, que pode provocar alterações no intestino, na pele e no sistema respiratório (tosse e bronquite, por exemplo).
Causas:
- Deficiência congênita da enzima: a criança nasce com um defeito genético que impossibilita a produção da lactase.
- Diminuição na produção da lactase em consequência de doenças intestinais.
- Deficiência primária: ocorre diminuição da produção da lactase como consequência do envelhecimento. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).
Sintomas:
Os sintomas mais comuns são náusea, dores abdominais, diarreia ácida e abundante, gases e desconforto. A severidade dos sintomas depende da quantidade ingerida e da quantidade de lactose que cada pessoa pode tolerar. Em muitos casos pode ocorrer somente dor e/ou distensão abdominal, sem diarreia. Os sintomas podem levar de alguns minutos até muitas horas para aparecer. A peristaltase, ou seja, o movimento muscular que empurra o alimento ao longo do estômago pode influenciar o tempo para o aparecimento dos sintomas. Apesar de os problemas não serem perigosos eles podem ser bastante desconfortáveis.
Tratamento:
A intolerância à lactose não é uma doença. É uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta e medicamentos.
Alimentos proibidos:
- Leite de vaca, queijos, manteiga, requeijão e demais derivados de leite.
- Preparações à base de leite (bolos, pudins, cremes, entre outros).
- Bolachas e biscoitos que possuem leite em sua composição.
- Deve-se ressaltar que esta orientação dietética não substitui o acompanhamento pelo médico!
IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.
Intolerância ao glúten: a doença celíaca
Doença celíaca é uma doença autoimune causada pela intolerância ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados, como massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodka e alguns doces, provocando dificuldade do organismo de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água.
Sintomas
Os sintomas, em geral, aparecem entre os 6 meses e 2 anos e meio de vida. No entanto, isso não é regra. Portadores da doença podem manifestar os sintomas na fase adulta:
- Diarreia ou prisão de ventre crônica.
- Dor abdominal.
- Inchaço na barriga.
- Danos à parede intestinal
- Falta de apetite.
- Baixa absorção de nutrientes.
- Osteoporose.
- Anemia.
- Perda de peso e desnutrição.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito por exame clínico com médico especialista, que vai analisar os sintomas. Biópsia do intestino, por meio de endoscopia, exames de sangue e/ou dieta restritiva sem glúten também podem ser requeridos pelo médico.
Tratamento
O principal tratamento é a dieta com total ausência de glúten; quando a proteína é excluída da alimentação os sintomas desaparecem. A maior dificuldade para os pacientes é conviver com as restrições impostas pelos novos hábitos alimentares. A doença celíaca não tem cura, por isso, a dieta deve ser seguida rigorosamente pele resto da vida. É importante que os celíacos fiquem atentos à possibilidade de desenvolver câncer de intestino e a ter problemas de infertilidade.
Contaminação cruzada
A contaminação cruzada ocorre quando há transferência direta ou indireta de contaminantes físicos, químicos ou biológicos de um alimento, utensílio, vetor ou manipulador para alimentos que serão consumidos. Pode ocorrer nas diferentes etapas do processo de produção do alimento: pré-preparo, tratamento, armazenamento, transporte, serviço. São fontes de contaminação: esponjas, panos de prato, colher de pau, óleo para fritura, dentre outros.
Observação 1: Celíacos só podem ingerir alimentos feitos em cozinhas descontaminadas.
Observação 2: É obrigatório por lei federal (Lei nº 10.674, de 16/05/2.003) que todos os alimentos industrializados informem em seus rótulos a presença ou não de glúten para resguardar o direito à saúde dos portadores de doença celíaca.
IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.
